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Um dos programas de entrevistas mais representativos da história da televisão brasileira, símbolo de independência nos anos 80 e 90, surge agora com nova roupagem. Nas noites de domingo, o Canal Livre renasce fiel à marca forte que lhe deu origem.
"A Band sempre fez um jornalismo com coragem, e o Canal Livre é um símbolo disso" , ressalta Fernando Mitre , diretor nacional de jornalismo da emissora. Exibido da Central de Jornalismo da emissora, o programa tem sempre entrevistas com personalidades em evidência. Os jornalistas e o entrevistado ficam numa mesa redonda sob o foco de 3 câmeras cruzadas. Além disso, as imagens são registradas por uma quarta câmera móvel num trilho circular.
O diretor nacional de jornalismo diz que o Canal Livre vai recorrer ao material de pesquisa sobre o entrevistado para ilustrar o assunto. O arquivo da Band também vai resgatar imagens de momentos históricos do programa. O seu surgimento, em 1980, coincidiu com o processo de abertura política no país. Em plena ditadura, era uma tentativa de levar para a tevê um jornalismo mais crítico, opinativo e independente. Esse objetivo era explícito inclusive no encerramento, quando a voz de Sargentelli era ouvida em off na leitura dos Direitos Humanos. Durante cerca de 12 anos, passaram pelo programa as figuras mais importantes do cenário nacional e internacional, como Tancredo Neves , Ulysses Guimarães , Jorge Amado , Caetano Veloso , Darcy Ribeiro , Tom Jobim , Chico Buarque , Alceu Amoroso Lima , Vargas Llosa , Shimon Perez e Daniel Ortega.

| Domingo | das 23:30 às 00:30
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